sábado, 10 de setembro de 2016

Julie, você merece!

Olá, amores. Antes de dar início, gostaria de dizer que essa é nossa primeira postagem no blog e que não somos grandes profissionais. Mas, espero de verdade que gostem.

Cap. 1: Como tudo começou

Classificação indicativa: Livre
Temas: Amizade, superação, drama, lições de vida
Personagens principais: Sofi, Julie, João, Lucy, Carlos, Ana, Alan, Alana, Giovanna (à atualizar)                               

Oi! Meu nome é .... Bem .... Na verdade, não importa muito. Até porque essa história não é sobre mim, é sobre uma garota que conheci e tudo que ela me ensinou. Essa história é sobre Julie.
Bem, sei que já disse que a história não é sobre mim, mas para que vocês entendam como conhecer Julie me mudou, é necessário saber como eu era.
 Eu sou/era extremamente cuidadosa com tudo o que é meu. Sempre atenta a ouvir e sempre com a resposta certa para quem perguntar.
Desde criança, fui considerada uma pessoa não só inteligente, mas sábia.
Tais qualidades me trouxeram grandes conquistas, tanto na vida acadêmica quanto na vida profissional e social. Alcancei o sucesso ainda jovem, e comparado a Julie, o alcancei com muita facilidade.
Desde que eu era pequena, meus pais nunca pouparam esforços para que eu tivesse tudo que quisesse,
Não, meus pais não eram pessoas extremamente ricas, mas não eram tão pobres que não pudessem ceder aos caprichos de sua querida menina aplicada, e única filha. Não é mesmo?!
Muito bem, depois continuamos a falar de mim, e agora falaremos um pouco de Julie.
Julie, ou Li, como era chamada, era uma menina de personalidade forte e ao mesmo tempo gentil. Sempre um ar de quem não tinha medo de nada, mas, um tanto indisciplinada. Na escola, conversava todo o tempo, e sempre contrariando os professores quando não concordava com algo que diziam. E isso para mim, claro, era inadmissível.
Quando fecho os olhos, ou olho algumas fotos, sinto uma nostalgia, sinto minha mente viajar e voltar dezessete anos, e é lá que tudo começou.
- Papai, papai. Você precisa terminar logo o seu café. Hoje é meu primeiro dia no oitavo ano. Não quero me atrasar.
-Calma querida, não fique tão ansiosa. Não tem problema um pouco de atraso.
- NÃO! Isso nunca, senhor João, você me conhece, sabe que odeio atrasos, ainda mais no meu primeiro dia de aula.
- Docinho, chamando seu pai pelo nome de novo?
- Desculpe, mamãe!
Meu pai deu seu sorriso meigo, e disse:
-Querida Lucy, não se altere. Sofi está certa, atrasos não devem ser tolerados. Inclusive, estou atrasado para o trabalho.
Aquele dia foi uma correria até a escola Mais Saber:
-Tchau, querida! Até mais tarde.
-Tchau, Pai!
Entrado na escola, encontrei alguns rostos já conhecidos.
Alan, meu amigo desde que tínhamos seis anos, na minha outra escola. Alana, alguém extremamente irritante que sempre me provocava e tentava monopolizar a atenção de todos, e também era da minha antiga escola.
Nossa! O mundo conspira contra mim. Alana não poderia simplesmente procurar outra escola e sumir? Não, ela tinha que perseguir a mim e ao Alan.
-Alan.
- Fale, Alana!
- Você percebeu como nossos nomes se parecem?
- Alana, você fala isso desde que usávamos fraldas. Impossível não perceber.
- Querida Sofi, eu falei com o Alan. Ok?!
Ela acabou segurando ele pelas mãos e levando para a sala.
Quando me virei para ir para a sala, pois já estava quase sem tempo e agora irritada, alguém me segura pelo ombro:
- Oi! Disse uma menina, super animada.
-Olá! Respondi indiferente. Mas, educadamente.
 - Meu nome é Julie. Me chame de Li.
- Ok! Me chame de Sofi.
Nem falei meu nome, já que todos só chamam de Sofi mesmo.
- Sofi, Prazer!
- O prazer é meu, Julie. Estou atrasada. Nos vemos por aí.
- Não. Espera! Estou perdida, gostaria de saber onde é a sala do oitavo ano.
Apenas apontei com um olhar onde ficava, já que o cartaz estava diante de nossos olhos logo à frente.
Pensei: - Nossa. Quanta desatenção.
Fomos para a sala e sentei-me ao lado de Alan e Alana, que não desgrudava, obviamente. Julie me seguiu e sentou-se próxima a mim.
Tentou conversar comigo por diversas vezes na aula, mas eu pedia silêncio, pois não podíamos conversar ali.
Não quis ofendê-la nem nada, mas precisamos ser disciplinados nas aulas.
No intervalo:
- Sofi,eu trouxe um lanche. Você quer?
- Eu também trouxe, Li. O que você trouxe?
- Eu trouxe sanduíche de frango e refrigerante. Disse animada. - E você?
- Como assim? Isso está mais para um almoço. E mais, se você ficar comendo essas coisas, não chegará nem aos quarenta anos.
Ela me olhou assustada e sorriu.
- Você é muito radical. Mas, e você? O que trouxe?
- Trouxe banana e uma barra de cereal. Isso é apenas um lanche, não uma refeição principal. Não é mesmo? E além do mais, sou vegetariana. Eu não poderia aceitar seu lanche. Desculpe, Li. Disse, um pouco envergonhada.
Pobre garota, eu não precisava passar tanta informação de uma vez. Sorri comigo mesma naquele instante.
Na saída despedi-me de meus novos amigos e dos antigos.
Chegando em casa:
- Oi, Li. Como foi a aula, querida?
- Foi bem, mãe. Conheci muitas pessoas hoje.
- Me fale deles.
- Ah... Tem a Giovanna. Ela é legal. A Alana. Um pouco.... Doida, eu diria. Aliás, um pouco não, doida de pedra. Ela sempre chama a atenção para si.
- Querida, não fale assim. Lembra do que seu pai, sempre te ensina: Existe sempre um motivo atrás de atos.
- Ah! Mãe.... Está bem. Você e meu pai são os melhores do mundo. Sempre me ensinando a ser uma pessoa melhor. Disse Julie em tom irônico.
- Continue. Quero saber quem são todos os seus colegas. Afinal, é para isso que servem os pais, não é mesmo?
- Aha! enfim revelado o motivo da existência dos pais: Se intrometer na vida dos filhos.
Quando Julie dizia isso, seu pai, Carlos, entra na cozinha.
- Como vai as mulheres da minha vida?
- PAI! Você não estava viajando?
- Olá querido. Ana dá um beijo carinhoso no marido.
- Continue de onde pararam, também quero cumprir com meu papel: “Me intrometer na vida dos filhos”. Não é Li?
- Estava falando dos meus colegas. Continuou Julie. – Conheci o Alan. Ele é gentil e comportado. Ele é da minha idade. Assim como a maioria da classe.
- Olha só, quantas qualidade em um menino de tão jovem. Já devo me preocupar?
- Pois é, querido, geralmente com treze anos, os garotos são tão agitados.
- Nossa! Acho que sou um garoto.  Li sorri.
- Querida, você precisa se comportar mais nas aulas esse ano.
- Mãe, eu me comporto. Mas, tem sempre alguém querendo conversar. Não posso fazer nada. Deixa eu terminar. Tem uma menina chamada Sofi.
- Sofi?
Pergunta o pai.
- É apelido. Mas, tá, Sofi é legal, mas meio “brisadona”.
- FILHA! Falam os pais de Julie ao mesmo tempo.
- Eu sei, eu sei. Preciso respeitar a personalidade das pessoas. Disse Li, com um tom de quem já estava cansada de saber daquilo.
- Enfim, ela é legal. Gostei dela. Mas, onde já se viu? Disse que não vou chegar aos quarenta se continuar comendo o que eu como. Ora, ninguém fala mal da minha comida. Todos sorriram na cozinha.
(Pensamentos de Julie sobre seus pais)
Meus pais são tão amorosos. Mesmo com todas as frustrações que gerei desde o último ano escolar, eles continuam acreditando em mim.
Quero eu tirar notas maiores que a média. Pois, ano passado passei arrastada em tudo.
Somos tão pobres, e foi muito difícil conseguir essa bolsa nessa escola. Quero valorizar isso.
Mas, porque tantas cargas sobre mim? Poxa vida, sou só uma adolescente de treze anos, caramba.
Mesmo que não cobrem muito de mim, eu sei que eles esperam que eu alcance o sucesso, e mesmo que eles não exijam, eu quero ser alguém diferente e ter dinheiro para ajuda-los, e lá no futuro, ainda seremos podres de rico. (Sorria consigo mesma)
Na verdade, só queria realizar uma viagem de lua de mel digna para eles, já que quando se casaram, não tinham dinheiro o suficiente e minha mãe estava grávida. Infelizmente, minha mãe perdeu meu irmãozinho.
E dinheiro aqui em casa é sempre um problema. Como dizem meus pais, dinheiro não é tudo. mas, tenho certeza que ninguém se preocuparia em comer caviar e viajar todas as férias.
(Pensamentos dos pais de Julie sobre a mesma)
Pobre da nossa menina. Tão cheia de vida e se esforçou além da conta para entra nessa escola. Certo que nos esforçamos também, mas agora é visível em seus olhos a vontade de ser cada dia melhor para nós.
Ela nem imagina o quanto a amamos e entendemos como é difícil para uma menina tão cheia de vida manter a atenção na aula por tanto tempo. E eu, como mãe, e por ter tido os mesmos problemas, entendo como ninguém. Mas, é algo necessário.
Querida, você já nos disse uma vez que ainda será alguém muito importante e ganhará dinheiro para nos dá tudo que queremos, mas, temos tudo que mais precisamos bem aqui. Nossa família, nossa casa mesmo tão simples, e você que alegra nossos dias.
Você merece o sucesso em tudo que faz, mas não por nós, mas por quê mesmo que você mesmo não se considere brilhante, nós a amamos e sabemos de todas as suas qualidades. Você se esforça para nunca fracassar e mesmo quando algo está dando errado, mesmo tão jovem, continua acreditando em dias melhores.”
Na casa de Sofi:
- Mamãe, papai, o Alan e Alana estão na minha escola.
- Que legal querida.
- É, sim pelo Alan, mas a Alana não, né, mamãe?!
Todos sorriram na sala por já conhecerem as aventuras e desventuras da filha com Alana.
- Tem uma menina nova. Ela é, como eu diria, meu oposto. Mas, ela é legal. Um pouco agitada demais.
- Cuidado com as companhias filha. Disse João. – Você sabe que algumas companhias podem ser prejudiciais no seu desenvolvimento.
- Sei sim, pai.
Um mês se passou desde que tudo começou. 


Conheci um pouco mais sobre meus novos colegas, gostava cada vez mais de Alan. Algo diferente crescia entre nós. Pois já estávamos olhando para as coisas com outros olhos, naquela idade.

Alan, foi o que chamam de meu primeiro amor, Alana, minha primeira rival, e Li, naquele primeiro mês, era mais alguém que se esforçava para ser minha amiga, e eu tentava fazer com que ela fosse mais concentrada nas aulas.
Enquanto eu era inteligente e silenciosa, falando apenas quando julgava necessário. Julie era sempre agitada, e suas notas logo nas primeiras avaliações foram um fracasso. Mas, o que eu poderia esperar de alguém que tinha vinda de uma escola ruim. Mas, também, não vou culpar só a escola. A culpa é dela por não estudar se esforçar.
A diferença entre nós era visível em muitos aspectos.


Mas, o que estava preste a acontecer, mesmo que fossemos polos opostos, ninguém podia imaginar. 

(Continua no cap. 2 no próximo sábado)

Deixem nos comentários o que acharam. Lembrando que este capitulo é apenas para que saibam mais sobre os personagens.

Por: Di Savi
(Não deixem de comentar para eu saber quantos estão acompanhando)

Nenhum comentário:

Postar um comentário