A historia se passa na cidade de TownVille,
local longe da capital onde é cheio de vegetação e plantações de milho. A
maioria dos moradores era grandes fazendeiros, homens turrões ou algumas
pessoas que queriam tirar uns dias de descanso da cidade grande.
17 de Agosto de 2016 às 06h00min
Um cheiro de óleo se espalhava pelo ar
enquanto se ouvia conversas muito altas sobre fofocas da região. Um homem com cabelos
castanhos, pele clara com a neve e um perfume de carmim entrou no local fazendo
todos esticarem os pescoços e as conversas paralelas pararem. Ele olha ao seu
redor onde encontra vários idosos e alguns policiais comendo rosquinha, ele
acaba sorrindo com o clichê e caminha lentamente até o banco do balcão, onde
espera ser atendido. Uma moça de olhos verdes e cabelos pretos
andava desorientada com uma cafeteira na mão atrás do balcão. Ela passa direto
pelo homem de cabelos castanhos sem perceber sua presença, ela pega uma xícara e coloca para um senhor de idade que estava alguns bancos de distancia do
homem. Ela andava apressada que acaba tropeçando nos próprios pés e acaba
derramando todo o café da cafeteira no balcão e no homem a sua frente.
_ Que droga! – O homem escuta a mulher
reclamar sem perceber a presença do homem fazendo o homem começar a gargalhar
da mulher a sua frente que ergue o rosto rapidamente com os olhos arregalados,
ela abre e fecha a boca sem saber o que falar.
O quão irônico seria isso, não? A
mulher não notara a presença de quem ela tinha uma queda gigantesca e o homem
mesmo negando se sentiu um pouco incomodado com isso.
_ Não fale nada – ele disse com um sorriso
delicado, a mulher a sua frente estava com as bochechas coradas e olhando para
o chão a sua frente em vergonhada – Quando digo não fale nada não quer dizer
não faça nada, pois estou ensopado de café aqui! – ele fala com um olhar
brincalhão para a mulher a sua frente que no mesmo instante acorda do transe
que se encontrava.
_ Oh meu Deus! – ela
reclama baixo, mas o suficiente para o homem ouvir. A mulher pega um pano que
estava atrás dela e começar a limpar o balcão apressadamente – Me
De-desculpe... Eu sou muito atrapalhada e... – A moça falava gaguejando
enquanto todos que ficaram até então entretidos na conversa dos dois voltaram a
suas conversas.
_ Hey Catarina! – O homem chamou atenção da
moça que tinha acabado de terminar de limpar o balcão – Não precisa se
desculpar só me empreste uma camisa, sim?
Com esse comentário fez a moça olhar para
a camisa social do homem a sua frente e perceber que estava toda manchada de
café e sua gravata também. Como ela conseguia ser tão desastrada? Essa pergunta
não saia da cabeça de Catarina.
_ Bom eu não tenho
camisas sociais aqui... E bem as que têm são meio... Como posso dizer? Para
funcionários. – Catarina fala nervosa já que pensa ter arruinado o dia do
homem.
_ Não estando manchada
de café eu aceito! – Fala o homem se divertindo com o nervosismo da mulher
fazendo a mesma lhe mostrar um sorriso de lado.
A Catarina faz um sinal com a cabeça para
o homem segui-la, ele se levanta do banco caminhando em direção da mulher que
esta de costas andando ate uma porta e a abrindo.
Eles passaram pela porta entraram num local
escuro e apertado que chamamos de estoque. Vários laticínios variados, algumas
caixas de café, alguns pães e um freezer onde deve estar os frios.
_ Está aqui! – Fala a morena quando avista a
camisa se dirigindo em direção da mesma, ela a pega na mão – Woow! Não achei
que fosse tão ruim. – Fala apertando os lábios uns nos outros.
_ Ah não deve ser tão
ruim assim! – Fala o homem desacreditado enquanto caminha em direção à mulher.
– Meu Deus!- Exclama o homem após pegar a camisa da mão da mulher para depois
gargalhar em plenos pulmões, fazendo Catarina se juntar a ele.
_Eu avisei Chris! – Fala
ela após se recuperar da gargalhada.
A camisa era nada menos do que uma
camisa do Bob Esponja! Muito deferente para uma camisa de funcionários pensa
Chris. Christopher começou tirando a gravata e já estava desbotoando os botões
da camisa suja quando a voz da moça se faz presente.
_Bom... Vou te esperar lá fora! – Fala
Catarina saindo pela porta deixando o homem sozinho ali no estoque. – Ah e não
pegue nada, ok? Eu contei uma por uma das coisas que tem aqui! – Fala abrindo a
porta e colocando a cabeça para dentro do local. Chris olha em sua direção e
encontra uma careta que devia deixa-lo com medo, mas fez o mesmo ficar com
vontade de rir.
_ Sim senhorita! – Fala
ele segurando o riso.
Quando a moça fecha a porta ele não solta
o riso que segurou. Termina de tirar a camisa suja revelando seu corpo esbelto
com algumas cicatrizes, pega a “camisa de funcionários” e a colocando. Estou
tão ridículo agora! Pensa o homem antes de sair pela porta do estoque.
Assim que o homem chega ao balcão
Catarina avista o mesmo e se aguenta para não rir da situação que ele se
encontra. A camisa, digamos que ficaria melhor numa mulher já que a menos ficou
curta fazendo aparecer um pouco a sua barriga, abaixo do umbigo para ser mais
precisa.
_ Christopher Chadwick o
melhor detetive do Estado que já prendeu milhares de bandidos e é o homem mais
corajoso que conheço esta vestindo com uma camisa do Bob Sponja que diriam
hein! – Fala Catarina sussurrando em divertimento com a situação que o homem se
encontrava. – Será que alguém te viu? – pergunta a moça aflita sem olhar para
trás.
_ Tem como eu sair daqui
sem ninguém ver? – sussurra o de cabelos castanhos olhando ao redor vendo que
todos estavam conversando entre si e não constatando o estado dele.
_ Me siga. – sussurra a
moça percebendo também que ninguém notara o estado do homem
A Catarina se dirigiu para a cozinha com o
homem em seu encalço, passou pelo local com cheiro de gordura e ao mesmo tempo
o cheiro do bom e velho café de Catarina. No canto da cozinha tinha uma porta
com uma plaquinha em cima “Saída” onde ela passou seguida pelo Christopher. A
porta dava num beco escuro, onde era utilizado para jogar o lixo da Cafeteria
Mellsin.
_ Obrigado te devo uma!
– Fala Chris piscando um dos olhos e a mulher franze o rosto em confusão.
_ Eu te derramo café em
você te obrigando a vestir essa camisa horrível e você me agradece? – Pergunta
a dos olhos esverdeados confusa e o de olhos acastanhados sorrir de forma doce
por sua careta.
_ Não te agradeci por
isso! – Revela o homem com naturalidade fazendo a mulher achar que o mesmo é
louco.
_ Por que então? –
Pergunta Catarina esperando que haja uma resposta para isso.
_ Por fazer meu dia mais
alegre! – Fala Chris, Catarina arregala os olhos em surpresa por sua resposta.
– Eu estava naquele dia em que acordo o pé esquerdo e você fica com um
mau-humor. – Continua a falar o de olhos acastanhados e a de olhos esverdeados
sente algo bom em sua barriga. – Muito obrigado por fazer minhas manhãs mais
felizes! – Diz o homem antes de aproximar o rosto da mulher que fecha seus
olhos e ele beija sua testa em sinal de agradecimento.
Após a demonstração de carinho
Christopher ele se afasta e sai rapidamente do beco deixando Catarina lá sozinha.
A moça continuou por alguns minutos, que parecia segundos, com os olhos
fechados, respiração desregulada, com o coração que pulava do peito parecia que
iria sair do mesmo e um sorrisinho nos lábios.
Ela abre os olhos rapidamente se dirigindo para a Cafeteria lembrando
que tem clientes para atender.
Aproximadamente as 07h20min do mesmo dia
Christopher Chadwick estacionou se carro em frente à
Delegacia de TownVille ele saiu de seu carro com um terno que tinha acabado de
vestir em casa, já que o mesmo não iria ir para a Delegacia com a camisa que
Catarina deu para ele, o que acabou o
atrasando deixando ele irritado. Chris odiava se atrasar já que é um dos
melhores funcionários daquela delegacia.
Entrou apressado pela recepção não
deixando de dar bom dia para todos que encontrava, ele era muito conhecido por
sua simpatia e não ira mudar isso só porque estava atrasado. Caminhou até sua
sala ouvindo algumas pessoas cochicharem coisas do tipo “Se eu me atrasasse
seria demitido” “O queridinho do coronel pode se atrasar já a gente”. Chris
aguentou a vontade que lhe subiu a cabeça de esfregar na cara dessas pessoas o
quanto ele era dedicado e sempre esteve no horário. Ele não conseguia entender
o porquê das pessoas só reparem nos erros e não acertos.
Sentou em sua confortável cadeira
abrindo a gaveta do lado esquerdo da sua mesa onde se encontrava as provas
recolhidas no dia passado sobre um caso de assassinato de uma família muito
rica.
Sem impressões digitais
O homem foi torturado e violentado até a morte
A mulher foi envenenada
As duas filhas do casal estavam na casa dos avós àquela
noite as deixando fora de alvo
Não há sinal de roubo e nem arrombamento na casa
A vizinhança é privada o que torna uma entrada de
desconhecido impossível
Vizinhos dizem não ter visto ninguém entrar na casa
deles aquele dia
As câmeras de segurança de sua casa estão quebrada faz
2 meses
Esse caso vai quebrar
minha cabeça pensa Chris.
Dois dias antes...
No
final do dia um homem que já parecia ter seus 35 anos abria a porta de sua casa
assobiando uma musica de sua época de adolescente, após abrir a porta ele
adentra em sua casa com um sorriso no rosto. Ele estranha o fato de suas filhas
não estarem em suas pernas agora o abraçando, mas lembra de que sua sogra tinha
falado que elas iriam ficar na sua casa aquele dia, caminha até a cozinha onde
sua esposa poderia estar preparando o jantar.
_ Cíntia! Meu amor eu
cheguei. – Assim que ele coloca os pés na cozinha seus olhos se arregalam e ele entra em desespero. – CÍNTIA! – Grita o homem com lagrimas nos olhos.
Sua esposa estava com cordas nos
braços e pernas amarrada em uma cadeira com um pano na boca para não poder
falar. O homem correu em sua direção tirando o pano de sua boca e logo
desamarrando seus braços e pernas. A mulher chorava como seu mundo estivesse
acabando e estava mesmo.
_ QUEM FOI O DESGRAÇADO
QUE FEZ ISSO COM VOCÊ? – O homem gritou desesperado com a situação que estava
se passando. Sua esposa soluçava em seus braços deixando o homem com vontade de
matar que fez isso com ela.
Assim que Cíntia abriu a boca para
falar um barulho de palmas interrompe fazendo o homem pular do chão e olhar em
direção a entrada da cozinha na qual encontra que menos imaginava encontrar.
_VOCÊ? – Grita o homem
descreditado para a pessoa a sua frente – Era para você estar... – o homem
deixa a frase no ar fazendo a pessoa em sua frente soltar um riso sarcástico.
_ Sim! Não era mais para
eu estar com vida, mas advinha? Aqui estou! – Fala satirizando tudo o que
estava acontecendo.
_ CÍNTIA CORRE! NÃO
QUERO VOCÊ AQUI! COM ESSE MONSTRO EU LIDO! – Falou corajoso para sua esposa sem
olha-la, mas não escutou nem um passo dela. – Cíntia? - sussurra enquanto se vira e encontra o corpo
de sua esposa desmaiado e sem vida
_ Eu a envenenei seu
idiota! Meu plano não tem falhas. – Fala antes de acertar o homem com um pau
que estava o tempo todo escondido atrás de seu corpo o desmaiando.

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