domingo, 11 de setembro de 2016

O Assassino do Origami


A historia se passa na cidade de TownVille, local longe da capital onde é cheio de vegetação e plantações de milho. A maioria dos moradores era grandes fazendeiros, homens turrões ou algumas pessoas que queriam tirar uns dias de descanso da cidade grande.

17 de Agosto de 2016 às 06h00min


Um cheiro de óleo se espalhava pelo ar enquanto se ouvia conversas muito altas sobre fofocas da região. Um homem com cabelos castanhos, pele clara com a neve e um perfume de carmim entrou no local fazendo todos esticarem os pescoços e as conversas paralelas pararem. Ele olha ao seu redor onde encontra vários idosos e alguns policiais comendo rosquinha, ele acaba sorrindo com o clichê e caminha lentamente até o banco do balcão, onde espera ser atendido. Uma moça de olhos verdes e cabelos pretos andava desorientada com uma cafeteira na mão atrás do balcão. Ela passa direto pelo homem de cabelos castanhos sem perceber sua presença, ela pega uma xícara e coloca para um senhor de idade que estava alguns bancos de distancia do homem. Ela andava apressada que acaba tropeçando nos próprios pés e acaba derramando todo o café da cafeteira no balcão e no homem a sua frente.
 _ Que droga! – O homem escuta a mulher reclamar sem perceber a presença do homem fazendo o homem começar a gargalhar da mulher a sua frente que ergue o rosto rapidamente com os olhos arregalados, ela abre e fecha a boca sem saber o que falar.
        O quão irônico seria isso, não? A mulher não notara a presença de quem ela tinha uma queda gigantesca e o homem mesmo negando se sentiu um pouco incomodado com isso.
   _ Não fale nada – ele disse com um sorriso delicado, a mulher a sua frente estava com as bochechas coradas e olhando para o chão a sua frente em vergonhada – Quando digo não fale nada não quer dizer não faça nada, pois estou ensopado de café aqui! – ele fala com um olhar brincalhão para a mulher a sua frente que no mesmo instante acorda do transe que se encontrava.
_ Oh meu Deus! – ela reclama baixo, mas o suficiente para o homem ouvir. A mulher pega um pano que estava atrás dela e começar a limpar o balcão apressadamente – Me De-desculpe... Eu sou muito atrapalhada e... – A moça falava gaguejando enquanto todos que ficaram até então entretidos na conversa dos dois voltaram a suas conversas.
 _ Hey Catarina! – O homem chamou atenção da moça que tinha acabado de terminar de limpar o balcão – Não precisa se desculpar só me empreste uma camisa, sim?
     Com esse comentário fez a moça olhar para a camisa social do homem a sua frente e perceber que estava toda manchada de café e sua gravata também. Como ela conseguia ser tão desastrada? Essa pergunta não saia da cabeça de Catarina.
_ Bom eu não tenho camisas sociais aqui... E bem as que têm são meio... Como posso dizer? Para funcionários. – Catarina fala nervosa já que pensa ter arruinado o dia do homem.
_ Não estando manchada de café eu aceito! – Fala o homem se divertindo com o nervosismo da mulher fazendo a mesma lhe mostrar um sorriso de lado.
     A Catarina faz um sinal com a cabeça para o homem segui-la, ele se levanta do banco caminhando em direção da mulher que esta de costas andando ate uma porta e a abrindo.
    Eles passaram pela porta entraram num local escuro e apertado que chamamos de estoque. Vários laticínios variados, algumas caixas de café, alguns pães e um freezer onde deve estar os frios.
  _ Está aqui! – Fala a morena quando avista a camisa se dirigindo em direção da mesma, ela a pega na mão – Woow! Não achei que fosse tão ruim. – Fala apertando os lábios uns nos outros.
_ Ah não deve ser tão ruim assim! – Fala o homem desacreditado enquanto caminha em direção à mulher. – Meu Deus!- Exclama o homem após pegar a camisa da mão da mulher para depois gargalhar em plenos pulmões, fazendo Catarina se juntar a ele.
_Eu avisei Chris! – Fala ela após se recuperar da gargalhada.
        A camisa era nada menos do que uma camisa do Bob Esponja! Muito deferente para uma camisa de funcionários pensa Chris. Christopher começou tirando a gravata e já estava desbotoando os botões da camisa suja quando a voz da moça se faz presente.
  _Bom... Vou te esperar lá fora! – Fala Catarina saindo pela porta deixando o homem sozinho ali no estoque. – Ah e não pegue nada, ok? Eu contei uma por uma das coisas que tem aqui! – Fala abrindo a porta e colocando a cabeça para dentro do local. Chris olha em sua direção e encontra uma careta que devia deixa-lo com medo, mas fez o mesmo ficar com vontade de rir.
_ Sim senhorita! – Fala ele segurando o riso.
        Quando a moça fecha a porta ele não solta o riso que segurou. Termina de tirar a camisa suja revelando seu corpo esbelto com algumas cicatrizes, pega a “camisa de funcionários” e a colocando. Estou tão ridículo agora! Pensa o homem antes de sair pela porta do estoque.
      Assim que o homem chega ao balcão Catarina avista o mesmo e se aguenta para não rir da situação que ele se encontra. A camisa, digamos que ficaria melhor numa mulher já que a menos ficou curta fazendo aparecer um pouco a sua barriga, abaixo do umbigo para ser mais precisa.
_ Christopher Chadwick o melhor detetive do Estado que já prendeu milhares de bandidos e é o homem mais corajoso que conheço esta vestindo com uma camisa do Bob Sponja que diriam hein! – Fala Catarina sussurrando em divertimento com a situação que o homem se encontrava. – Será que alguém te viu? – pergunta a moça aflita sem olhar para trás.
_ Tem como eu sair daqui sem ninguém ver? – sussurra o de cabelos castanhos olhando ao redor vendo que todos estavam conversando entre si e não constatando o estado dele.
_ Me siga. – sussurra a moça percebendo também que ninguém notara o estado do homem
    A Catarina se dirigiu para a cozinha com o homem em seu encalço, passou pelo local com cheiro de gordura e ao mesmo tempo o cheiro do bom e velho café de Catarina. No canto da cozinha tinha uma porta com uma plaquinha em cima “Saída” onde ela passou seguida pelo Christopher. A porta dava num beco escuro, onde era utilizado para jogar o lixo da Cafeteria Mellsin.
_ Obrigado te devo uma! – Fala Chris piscando um dos olhos e a mulher franze o rosto em confusão.
_ Eu te derramo café em você te obrigando a vestir essa camisa horrível e você me agradece? – Pergunta a dos olhos esverdeados confusa e o de olhos acastanhados sorrir de forma doce por sua careta.
_ Não te agradeci por isso! – Revela o homem com naturalidade fazendo a mulher achar que o mesmo é louco.
_ Por que então? – Pergunta Catarina esperando que haja uma resposta para isso.
_ Por fazer meu dia mais alegre! – Fala Chris, Catarina arregala os olhos em surpresa por sua resposta. – Eu estava naquele dia em que acordo o pé esquerdo e você fica com um mau-humor. – Continua a falar o de olhos acastanhados e a de olhos esverdeados sente algo bom em sua barriga. – Muito obrigado por fazer minhas manhãs mais felizes! – Diz o homem antes de aproximar o rosto da mulher que fecha seus olhos e ele beija sua testa em sinal de agradecimento.
        Após a demonstração de carinho Christopher ele se afasta e sai rapidamente do beco deixando Catarina lá sozinha. A moça continuou por alguns minutos, que parecia segundos, com os olhos fechados, respiração desregulada, com o coração que pulava do peito parecia que iria sair do mesmo e um sorrisinho nos lábios.  Ela abre os olhos rapidamente se dirigindo para a Cafeteria lembrando que tem clientes para atender.

Aproximadamente as 07h20min do mesmo dia

      Christopher Chadwick estacionou se carro em frente à Delegacia de TownVille ele saiu de seu carro com um terno que tinha acabado de vestir em casa, já que o mesmo não iria ir para a Delegacia com a camisa que Catarina deu para ele, o que acabou o atrasando deixando ele irritado. Chris odiava se atrasar já que é um dos melhores funcionários daquela delegacia.
         Entrou apressado pela recepção não deixando de dar bom dia para todos que encontrava, ele era muito conhecido por sua simpatia e não ira mudar isso só porque estava atrasado. Caminhou até sua sala ouvindo algumas pessoas cochicharem coisas do tipo “Se eu me atrasasse seria demitido” “O queridinho do coronel pode se atrasar já a gente”. Chris aguentou a vontade que lhe subiu a cabeça de esfregar na cara dessas pessoas o quanto ele era dedicado e sempre esteve no horário. Ele não conseguia entender o porquê das pessoas só reparem nos erros e não acertos.
        Sentou em sua confortável cadeira abrindo a gaveta do lado esquerdo da sua mesa onde se encontrava as provas recolhidas no dia passado sobre um caso de assassinato de uma família muito rica.

Sem impressões digitais

O homem foi torturado e violentado até a morte

A mulher foi envenenada

As duas filhas do casal estavam na casa dos avós àquela noite as deixando fora de alvo

Não há sinal de roubo e nem arrombamento na casa

A vizinhança é privada o que torna uma entrada de desconhecido impossível

Vizinhos dizem não ter visto ninguém entrar na casa deles aquele dia

As câmeras de segurança de sua casa estão quebrada faz 2 meses

Esse caso vai quebrar minha cabeça pensa Chris.

Dois dias antes...

     No final do dia um homem que já parecia ter seus 35 anos abria a porta de sua casa assobiando uma musica de sua época de adolescente, após abrir a porta ele adentra em sua casa com um sorriso no rosto. Ele estranha o fato de suas filhas não estarem em suas pernas agora o abraçando, mas lembra de que sua sogra tinha falado que elas iriam ficar na sua casa aquele dia, caminha até a cozinha onde sua esposa poderia estar preparando o jantar.
Cíntia! Meu amor eu cheguei. – Assim que ele coloca os pés na cozinha seus olhos se arregalam e ele entra em desespero. – CÍNTIA! – Grita o homem com lagrimas nos olhos.
            Sua esposa estava com cordas nos braços e pernas amarrada em uma cadeira com um pano na boca para não poder falar. O homem correu em sua direção tirando o pano de sua boca e logo desamarrando seus braços e pernas. A mulher chorava como seu mundo estivesse acabando e estava mesmo.
_ QUEM FOI O DESGRAÇADO QUE FEZ ISSO COM VOCÊ? – O homem gritou desesperado com a situação que estava se passando. Sua esposa soluçava em seus braços deixando o homem com vontade de matar que fez isso com ela.
           Assim que Cíntia abriu a boca para falar um barulho de palmas interrompe fazendo o homem pular do chão e olhar em direção a entrada da cozinha na qual encontra que menos imaginava encontrar.
_VOCÊ? – Grita o homem descreditado para a pessoa a sua frente – Era para você estar... – o homem deixa a frase no ar fazendo a pessoa em sua frente soltar um riso sarcástico.
_ Sim! Não era mais para eu estar com vida, mas advinha? Aqui estou! – Fala satirizando tudo o que estava acontecendo.
CÍNTIA CORRE! NÃO QUERO VOCÊ AQUI! COM ESSE MONSTRO EU LIDO! – Falou corajoso para sua esposa sem olha-la, mas não escutou nem um passo dela. – Cíntia? -  sussurra enquanto se vira e encontra o corpo de sua esposa desmaiado e sem vida
_ Eu a envenenei seu idiota! Meu plano não tem falhas. – Fala antes de acertar o homem com um pau que estava o tempo todo escondido atrás de seu corpo o desmaiando.

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